Inteligência artificial generativa, um meteoro na vida do UX designer

Pouco tempo atrás, chatbots vieram para criar um novo tipo de interação entre clientes e pessoas usuárias, um novo paradigma de UX: “resultados baseados na intenção” geraram grande demanda de pessoas para trabalhar no cuidado com essas mensagens, “o design conversacional” e a melhor experiência de usuário possível. Bots virtuais, o primeiro impacto.

Processos criativos foram também impactados só pelo fato do surgimento de novas formas de serviços de colaboração em tempo real, em resumo serviços online de ideação como xtensio, realtimeboard (hoje Miro), Mural, isso já tinha acelerado em anos luz um processo de pesquisa de produto, de sessões de brainstorm a design thinking. Caiu a ficha, colaboração online valia a pena.

Um pouco depois, surge o Figma. Adorada ferramenta de design baseada na web, gratuita com mais recursos colaborativos e com o grande “pulo do gato” de se trabalhar em diferentes plataformas, seja online, Mac ou Windows PC, e ter uma comunidade. Até então designers de Mac eram privilegiados por poder trabalharem no Sketch, ferramenta considerada imbatível em design de interface, porém cara e exclusiva, enquanto quem precisava trabalhar com outro sistema operacional se virava pra fazer fluxos de tela criando-as em um software de imagens ou desenho e fazendo-as serem navegáveis como protótipo em uma outra ferramenta X. Figma teve uma adesão absurda de designers de interface, se tornou líder em pouco tempo, mas nem tão rápido como o Chatgpt. Com o aporte da Adobe, detentora do Photoshop e parceira do Google em IA generativa para imagens e desenhos, o novo Figma promete ser em 2024 a plataforma de design para tudo, seja para interface de um fluxograma, app, sistema ou site.

Atualmente, o boom da Inteligência artificial generativa faz nós designers de UX e produto termos que absover o impacto de mais um meteoro e reaprender a agilizar nossos trabalhos, que ainda não devem ser substituídos por uma máquina inteligente.

O impacto da IA no design de experiência do usuário é uma oportunidade para criar designs mais eficientes e inovadores, além de enfrentar desafios como questões de privacidade e a complexidade de trabalhar com a tecnologia de IA.

A integração da inteligência artificial (IA) ao design da experiência do usuário (UX) é uma das maiores tendências tecnológicas do momento.

A IA tem o potencial de revolucionar a forma como interagimos com produtos e serviços digitais, oferecendo novas oportunidades de inovação e crescimento. Ao mesmo tempo, apresenta uma série de desafios para designers de UX e desenvolvedores de produtos, que devem navegar no cenário complexo e em rápida evolução da tecnologia de IA.

Alguns dos principais benefícios da IA no UX design:

  • Personalização

Uma das vantagens mais significativas da IA no design UX é a capacidade de personalizar a experiência do usuário. Os algoritmos de IA podem analisar dados de várias fontes, como comportamento do usuário com seu consentimento, dados demográficos e preferências, para criar uma experiência altamente personalizada para cada usuário individual. Isso pode levar a um maior envolvimento e satisfação, bem como a melhores taxas de conversão e retenção. Bom exemplo disso é a ferramenta Figma, novamente foi feito um bom trabalho de pesquisas com usuários, embora seja uma ferramenta de design, mais de um terço dos usuários ativos semanais da plataforma se identificam como desenvolvedores, e com esses dados, tudo que é desenhado se torna código! Outro pulo do gato, novos tempos, contra Dados não há argumentos!

Apps de música são exemplos disso, tentando sugerir coisas novas o tempo todo, com dados do usuário, e um exemplo que ainda aguardo é o Spotify DJ, promete ser uma “conversa por voz” com um cara que saiba sobre seus gostos musicais, e traga entretenimento.

  • Eficiência, tudo que fazemos como robô pode ser automatizado!

A IA também pode ajudar os designers de UX a criar experiências de usuário mais eficientes e simplificadas.

Por exemplo, os algoritmos de IA podem automatizar tarefas repetitivas, como pesquisa de UX, escrita para usuário (UX writing), e fornecer recomendações inteligentes para ajudar os usuários a tomar decisões mais informadas. Usar dados de comportamentos de usuários de várias interfaces online para comparar com o seu produto. Tudo isso pode economizar tempo e esforço dos usuários e reduzir a frustração e a confusão.

Um bom exemplo da vida real foi o recente anúncio do lançamento da IA da Notion.

Com a ajuda do Notion AI, você pode criar rapidamente conteúdo com ótima aparência e fácil de compartilhar com sua equipe. Você poderá gastar menos tempo formatando dados de pesquisa com usuários, morosidade com documentações, exemplificação de personas e mais tempo realizando o trabalho. O maior impacto que senti sobre essa ferramenta é que ela nasce com um propósito, e pessoas usuárias a usam pra tudo, montar portifólio online até cardápio digital de restaurante com QR Code.

Já estão no mercado também ferramentas novas que facilitam a vida do UI designer, podendo transformar rabiscos no papel de exemplos de telas, em protótipos de alta fidelidade e até depois desse processo gerando código útil para o desenvolvedor. Uma experiência de trabalho de ideação, até a solução codificada com maior velocidade de entrega. Já existem ferramentas que nos ajudam a desenvolver uma interface digital seja de um site ou app, com boas variações de cores e layout já responsivo, via prompt.

Claro que esse processo ajuda em muito na parte de ideação e start de um novo projeto, mas sua continuidade e evolução, ainda dependem de consenso humano.

  • Inovação

A IA abre uma gama de novas possibilidades de inovação no design UX. Por exemplo, os designers podem usar algoritmos de IA para criar novas formas de interação, como controles baseados em voz ou gestos, e desenvolver novas formas de feedback e visualização, como experiências de realidade aumentada e virtual. Mencionando interações humanas com gestos, designers já estudam como será a usabilidade com o novo Vision da Apple. O gadget pode ser robusto mas não deixa o usuário no escuro.

Para onde caminhamos?

Como a web e o smartphone, a ascensão da IA generativa representa uma mudança de plataforma que está remodelando como construímos, o que construímos e quem constrói. Ainda é cedo. Há muitas incógnitas e muito para construir e descobrir. É emocionante e fascinante. Também pode ser um pouco… assustador, mas bora lá, como diz o Joey Hey Ho, Let’s go!

Nossa jornada na Woopi, está sendo desafiadora, nós todos como inovadores, mesmo estando por dentro do assunto bem antes da trend IA generativa, teremos mais desafios e adaptações rápidas. Os desafios atuais incluem questões de privacidade e segurança, possíveis problemas de informações não assertivas e a complexidade técnica da tecnologia de IA. Para ter sucesso neste campo em rápida evolução, é importante manter-se atualizado com as últimas tendências e trabalhar em estreita colaboração com especialistas em IA dentro de casa e afora, assim podemos criar experiências de usuário eficazes e seguras.

Esse conteúdo foi produzido por Mario Hideki, UX Designer na Woopi. 

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